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Filho és, pai serás. O abandono de idosos explicado por psicólogos

O envelhecimento crescente da população, associado ao aumento da qualidade de vida, potenciou o desenvolvimento do conceito de envelhecimento ativo.

O envelhecimento crescente da população, associado ao aumento da qualidade de vida, potenciou o desenvolvimento do conceito de envelhecimento ativo. Este diz respeito a um envelhecimento positivo, com autonomia e um investimento ativo no bem-estar físico e mental e que tem vindo a colmatar os estereótipos associados à velhice, bem como o medo do ser humano de envelhecer. Hoje, 15 de junho, é o Dia Internacional da Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas.

No entanto, para uma parte da população mais velha, ainda que cada vez mais tarde, este é um período de perda. Perda da independência, da autonomia, das pessoas mais próximas e, por vezes, do próprio lar. Por isso, a atribuição do estatuto de “velho” integra, não raras vezes, a perda irrecuperável da própria identidade.

Neste período de tamanha fragilidade, associado a sentimentos de desesperança, inutilidade e impotência, a família e a casa adquirem um papel particularmente importante. Abandonar a casa, onde a pessoa habitou durante anos e construiu toda a sua vida, pode ser um evento traumático. Como resultado de mudanças nos valores e tradições referentes às dinâmicas familiares, à existência de conflitos ou à migração dos cuidadores para zonas urbanas, existe, pelo que parece, um maior recurso à institucionalização das pessoas idosas.

A decisão de permanecer com a família, viver sozinho ou recorrer a uma instituição depende de fatores como o estado de saúde e poder económico do idoso e da sua respetiva família, a rede de suporte social, a disponibilidade emocional e temporal dos cuidadores e os próprios valores da sociedade em que a família está inserida.

Tendencialmente, o processo de tomada de decisão é difícil para os envolvidos. No entanto, existem situações em que os idosos não são institucionalizados, mas sim abandonados. Inclusivamente, abandonados no silêncio das suas próprias casas, quando os filhos migram e/ou perdem totalmente o contacto com os pais. Em outras situações, estes podem ser abandonados em hospitais.

(…)Apesar do trauma associado ao abandono, o amor parental prevalece. Numa investigação com idosos que foram literalmente abandonados pelos filhos, quando questionados acerca do que gostariam de comunicar-lhes, foi apenas reforçado o quanto desejam que estes sejam felizes e que possuam vidas de sucesso.

Artigo completo em: https://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/o-abandono-de-idosos-filho-es-pai-seras

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