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Covid-19: Federação Nacional dos Médicos diz que pandemia expôs subfinanciamento crónico do SNS

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reconhece que a pandemia confirmou a qualidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, mas expôs algumas deficiências que resultam do subfinanciamento crónico, como a falta de material e a desmotivação dos profissionais.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reconhece que a pandemia confirmou a qualidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, mas expôs algumas deficiências que resultam do subfinanciamento crónico, como a falta de material e a desmotivação dos profissionais.

Numa reunião este fim de semana, o Conselho Nacional da FNAM aprovou uma série de propostas para promover a melhoria do funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a valorização do trabalho médico, entre as quais a restruturação da carreira médica e respetivas grelhas salariais.

Os médicos têm sido sucessivamente desconsiderados, desmotivados e mesmo maltratados, levando-os a crer que o SNS não lhes reserva qualquer perspetiva de futuro”, afirma a FNAM, em comunicado, sublinhando que “desde a crise de 2012 que os médicos foram o grupo profissional que mais perdeu poder de compra”.

A FNAM considera que o contexto da pandemia de Covid-19 veio por a descoberto uma série de problemas inerentes ao trabalho dos médicos, entre elas a falta de material e equipamentos, as longas horas de trabalho, o incumprimento dos descansos legalmente previstos, a exposição direta ao risco de infeção por agentes biológicos e a exaustão física e psicológica.

A FNAM continua “a acreditar no SNS e na recuperação dos princípios e da essência da carreira médica” e aprovou, este fim de semana, uma série de documentos que propõem a reestruturação da carreira e das respetivas grelhas salariais, assim como um programa de recuperação das listas de espera.

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