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Diabéticos que vivem sós ou estão deprimidos aderem pior aos tratamentos

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde concluíram que os doentes com diabetes que vivem sós ou estão deprimidos aderem pior aos tratamentos.

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde concluíram que os doentes com diabetes que vivem sós ou estão deprimidos aderem pior aos tratamentos.

Em comunicado, a FMUP avança hoje, dia 8 de junho, que o estudo, publicado na revista portuguesa de Medicina Geral e Familiar, mostra que estar deprimido e viver sozinho são alguns dos fatores “mais associados a uma baixa adesão ao tratamento da diabetes tipo 2”.

No estudo participaram cerca de uma centena de diabéticos, sendo que, em média, os doentes sofriam de diabetes tipo 2 há cerca de 10 anos, tomavam mais de quatro medicamentos diferentes por dia e apresentavam outras doenças, como hipertensão arterial (63%), dislipidemia (46%) e obesidade (38%).

De acordo com a FMUP, cerca de 38% dos participantes não aderiam à terapêutica, ou seja, não tomavam corretamente os fármacos receitados para controlar a doença.

Segundo o estudo, esta má adesão ao tratamento aparece associada a níveis significativamente mais elevados de glicose no sangue, traduzidos em valores superiores de hemoglobina glicada, “o que reflete um mau controlo da doença”.