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Covid-19: Meta-análise confirma que uso de máscaras e distanciamento ajuda proteção

Uma meta-análise publicada esta terça-feira, 2 de junho, confirma que o uso de máscaras, viseiras e o distanciamento físico é a melhor forma de uma pessoa evitar, embora não totalmente, ser infetada pelo vírus da covid-19 ou infetar outras pessoas.

Uma meta-análise publicada esta terça-feira, 2 de junho, confirma que o uso de máscaras, viseiras e o distanciamento físico é a melhor forma de uma pessoa evitar, embora não totalmente, ser infetada pelo vírus da covid-19 ou infetar outras pessoas.

Os autores do trabalho, publicado na revista médica britânica The Lancet, lembram que medidas adicionais, como a higienização das mãos, são essenciais para reduzir as probabilidades de transmissão da infeção.

A meta-análise ( que se trata de uma técnica estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de dois ou mais estudos independentes, sobre uma mesma questão de pesquisa, combinando os resultados de tais estudos), em parte financiada pela Organização Mundial da Saúde, destinatário do trabalho, sintetiza a informação de dezenas de estudos divulgados até 3 de maio, em 16 países, sobre meios de prevenção da transmissão da covid-19 e das doenças respiratórias infecciosas semelhantes SARS e MERS, igualmente causadas por coronavírus (família de vírus) mas estirpes diferentes do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

Os estudos reúnem informação sobre as medidas de prevenção da transmissão da infeção na covid-19, SARS e MERS entre doentes ou suspeitos e contactos próximos, como familiares, cuidadores e profissionais de saúde.

A análise de dados de nove estudos, que incluíram 7782 participantes, concluiu que o risco de infeção cai de 13% para 3% quando as pessoas se mantêm afastadas mais de um metro e não apenas um metro da pessoa infetada.

Treze estudos, que englobaram 3713 participantes, concluíram que o risco de infeção ou transmissão dos vírus da covid-19, SARS e MERS diminui dos 16% para os 6% quando uma pessoa usa viseiras ou óculos.

Por sua vez, a análise de dados de dez estudos, que integraram 2647 participantes, concluiu que o risco de infeção ou contágio cai de 17% para 3% quando é usada uma máscara.

O grau de certeza da avaliação do risco é baixo, sendo que foi considerado, sobretudo, o uso de máscara nos agregados familiares e entre os contactos próximos de casos de infeção.

Os autores da meta-análise reconhecem algumas limitações no seu trabalho, como o facto de a maioria dos estudos reportar-se à SARS e à MERS e o efeito do tempo de exposição aos vírus destas duas doenças e da covid-19 no risco de transmissão não ter sido verificado.

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