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Lares devem realizar atividades físicas leves com idosos várias vezes ao dia

Os lares e centros de acolhimento devem realizar “atividades físicas leves” com os idosos várias vezes ao dia para “interromper o tempo sentado” e reforçar o seu organismo.

Os lares e centros de acolhimento devem realizar “atividades físicas leves” com os idosos várias vezes ao dia para “interromper o tempo sentado” e reforçar o seu organismo, sobretudo em tempos de confinamento, defende a Faculdade de Motricidade Humana.

No âmbito de um programa de investigação, a Faculdade de Motricidade Humana (FMH) verificou que o facto de as pessoas, principalmente as mais velhas, estarem muito tempo sentadas nos lares e nos centros de acolhimento tem “um drástico efeito na redução da massa muscular” e no aumento da obesidade abdominal, que tem “efeitos piores na saúde do que a adiposidade nas outras regiões do organismo”.

A redução da massa muscular tem “um impacto muito grande na independência funcional” dos idosos que tendem “a limitar a possibilidade de fazerem as tarefas básicas”, como se deslocam ou transportam pequenos objetos, disse hoje à agência Lusa o diretor do Laboratório de Exercício e Saúde, Luís Bettencourt Sardinha.

Temos aqui vários efeitos”, disse, explicando que a redução da massa muscular associada ao “grande problema de independência funcional, determina ainda que há uma menor capacidade para o controlo da glicemia”.

Estamos perante um efeito global de natureza sistémica conducente a um maior conjunto de morbilidade, por isso é que, de uma forma inequívoca, se reconhece que o aumento de tempo sedentário está associado à mortalidade por qualquer causa, à obesidade, a doenças cardiometabólicas e a uma redução da independência funcional”, sublinhou.

Por isso, defendeu o investigador, é preciso combater este fenómeno “mesmo em circunstâncias em que não existe esta pandemia”.

A primeira estratégia para combater esta realidade é a “mais simples de todas”: fazer pequenas interrupções deste tempo sentado, com atividade física leve, realizada várias vezes ao dia, principalmente após as refeições.

Para Luís Bettencourt Sardinha, este é “um grande desafio” para as organizações que acolhem estas pessoas estimularem estas atividades, mas também para as políticas nacionais que devem ajudar a dinamizar estes processos.

A FMH fez um estudo recente com um grupo de idosos em que num momento estiveram sentados sete horas seguidas, “o que simula muitas vezes aquilo que infelizmente acontece em muitos espaços confinados”, e noutro momento em que tinham de levantar-se de 30 em 30 minutos durante dois minutos para fazer “atividades muito leves” como ligeiras flexões das pernas e subir e descer cinco lanços de escadas.

A investigação observou que a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) era 9% inferior após uma refeição na circunstância experimental em que as pessoas interromperam o tempo sentado somente durante dois minutos.

Outra investigação do Laboratório de Exercício e Saúde também verificou que “por cada interrupção de atividade física leve por cada hora, foi observado um decréscimo de cerca de 7% na obesidade abdominal de mulheres”.

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