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Ordem dos Médicos alerta para falta de resposta a outros doentes prioritários

A Ordem dos Médicos (OM) alertou esta quinta-feira, dia 9 de abril, para a falta de resposta aos doentes prioritários não Covid-19, que diz estarem a ser relegados para segundo plano, em áreas que “não podem esperar”, como a Oncologia ou os transplantes.

A Ordem dos Médicos (OM) alertou esta quinta-feira, dia 9 de abril, para a falta de resposta aos doentes prioritários não Covid-19, que diz estarem a ser relegados para segundo plano, em áreas que “não podem esperar”, como a Oncologia ou os transplantes.

Segundo a organização, os indicadores de que teve conhecimento sobre o excesso de morbilidade e mortalidade, assim como algumas situações concretas de doentes, mostram que os doentes não Covid-19, “por falta de estratégia e organização da tutela, estão a ser relegados para segundo plano em patologias que não podem esperar”.

A Ordem aponta o diagnóstico, tratamento e/ou seguimento com exames complementares de doentes oncológicos, de transplantados ou a aguardar transplante, de doenças neurológicas e outras doenças crónicas como as autoimunes, a insuficiência cardíaca, a diabetes, a insuficiência renal ou a doença pulmonar obstrutiva crónica, sublinhado que estas doenças “podem descompensar rapidamente” em doentes que, por medo de contaminação, não recorrem às urgências e não têm “alternativa fácil a cuidados de saúde”.

De acordo com dados da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), citados pela OM, deu-se “uma subida de uma média de 297 mortes por dia nos primeiros sete dias de março, para uma média de 352 mortes por dia nos últimos sete dias”.

O ano de 2020 teve por isso os últimos 10 dias de março com mais mortes dos últimos 12 anos – 3.471″, recorda a Ordem dos Médicos, que aponta igualmente os números do Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que indicam “uma quebra muito significativa” na ida às urgências.

A entidade reconhece que “numa pandemia como a que estamos a viver é impossível conseguirmos manter toda a atividade normal e responder aos doentes com Covid-19 no SNS”, afirma Miguel Guimarães, bastonário da OM.

A Ordem dos Médicos sublinha que “as idas a uma urgência hospitalar, para os casos urgentes que exigem uma resposta diferenciada e rápida, não devem ser adiadas”, sobretudo perante sintomas de doenças agudas como o enfarte agudo do miocárdio ou o acidente vascular cerebral.

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