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Covid-19: Estudos de doenças do cérebro e envelhecimento cardiovascular com financiamento de 3,4 milhões

Dois grupos de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) obtiveram financiamento para o estudo de doenças do cérebro e do envelhecimento cardiovascular, através dos projetos DYNABrain e RESETageing.

Dois grupos de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) obtiveram financiamento para o estudo de doenças do cérebro e do envelhecimento cardiovascular, através dos projetos DYNABrain e RESETageing, respetivamente, anunciou hoje, dia 6 de abril, a instituição.

O primeiro destes projetos recebeu 2,5 milhões de euros, enquanto o RESETageing obteve 900 mil euros, através do programa europeu Spreading Excellence and Widening Participation, promovido pelo Horizonte 2020, explicita a UC, numa nota enviada à comunicação social.

O projeto DYNABrain visa o recrutamento para o Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) de um grupo de investigação de excelência na área de neurociências de sistemas e computacionais, aplicadas ao estudo de doenças neuropsiquiátricas e neurodegenerativas.

Coordenado por Ana Luísa Carvalho, líder de grupo no CNC-UC e docente no Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC), o projeto prevê, adicionalmente, a criação de “um programa doutoral em neurociências integrativas para a formação de investigadores de topo nesta área de investigação”.

O DYNABrain “recrutará um grupo de investigação na área de neurociências de sistemas e capitaliza na excelente capacidade de investigação existente na UC na área de neurociências celular e molecular e no estudo de doenças do cérebro”, refere Ana Luísa Carvalho.

A área de neurociências de sistemas tira partido de avanços tecnológicos recentes que permitem identificar circuitos e redes neuronais na base do comportamento, e de que forma alterações na sua atividade estão relacionadas com doenças neuropsiquiátricas e com a fase inicial de doenças neurodegenerativas”, afirma, citada pela UC, a investigadora.

O DYNABrain permitirá ainda otimizar a formação avançada na área de neurociências na UC”, acrescenta.

O projeto RESETageing, que tem como coordenador nacional Lino Ferreira, líder de grupo no CNC-UC e investigador coordenador na Faculdade de Medicina da UC, foi financiado na categoria twinning, permitindo a várias instituições, “com diferentes competências e indicadores de desempenho, partilhar as melhores práticas entre si”.

Este projeto quer potenciar “as competências científicas e de inovação” da UC na área do “envelhecimento cardiovascular” – as doenças cardiovasculares são “a principal causa de morbilidade/mortalidade em Portugal”, destaca a UC.

Lino Ferreira nota que “o envelhecimento demográfico na Europa, e em particular em Portugal, tem vindo a acentuar-se ao longo dos anos. Em Portugal, por cada 100 jovens existem atualmente 154 idosos (em 1960 existiam apenas 27), por outro lado a esperança média de vida aumentou cerca de sete anos no mesmo período”.

Para Cláudia Cavadas, vice-reitora da UC para a área da investigação, “estes dois projetos vão permitir potenciar a investigação de excelência na UC, nomeadamente na área das neurociências e no envelhecimento cardiovascular”.

O financiamento vai ainda, acrescenta, “contribuir para formar uma nova geração de jovens investigadores nessas áreas científicas, com uma componente de formação avançada noutras competências, nomeadamente relacionadas com a inovação e empreendedorismo”.

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