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Há idosos a fazer a vida normal? E se sim, porquê?

Não existem dados sobre o comportamento das camadas mais idosas da população, mas há relatos frequentes que descrevem pessoas de terceira idade nas ruas em cafés, em jardins Será? E porquê?

Não há estatística que o demonstre, mas são frequentes os relatos que descrevem atitudes de idosos que continuam a fazer a sua vida normal: estão em jardins, em cafés, em supermercados. A TSF foi tentar perceber o que, em tese, pode levar a pessoas no principal grupo de risco da Covid-19 a comportar-se assim.

Maria João Quintela, presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia realça que “não tem dados sobre este tema“, mas ainda assim esteve disponível para falar “em abstrato” sobre razões que eventualmente possam levar as pessoas a quererem seguir com as suas vidas sem alterações.

A camada mais idosa das populações, sublinha a especialista, “vive das suas reformas e está habituada a gerir o seu dia-a-dia consoante as suas necessidades e recursos e não tem, de todo, capacidade para açambarcar e depois ficar sem sair de casa“. Isto, a par dos baixos rendimentos e até da falta de força física, pode ajudar a explicar que seja possível ver idosos com grande frequência nos supermercados e que “eles saiam de lá com poucas coisas“.

Maria João Quintela explica que também há questões psicológicas. Os idosos têm frequentemente uma “sensação do perigo em relação à sua expectativa de vida” diferente da de pessoas mais novas: “eu já cá ando há muito tempo, eu tenho é que viver o pouco tempo que sobra“, exemplifica, acrescentando que “muitas vezes estas reações são sinónimo de depressão“, um fenómeno comum na terceira idade mas pouco debatido.

A presidente da Associação Portuguesa apela por isso a quem tem mais idade “que tenha consciência que pode adoecer mais facilmente e mais gravemente“, e que, se isso acontecer, “terão um peso enorme no sistema de saúde“, mas “sobretudo, porque preservando-se, preservam a memória portuguesa, e são ainda muito necessários a todo o povo português, às suas famílias e à economia portuguesa em geral“.

Fonte: www.tsf.pt

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