Perdas de urina afetam 35,1% das mulheres portuguesas

Estudo revela que a prevalência de perdas de urina em Mulheres portuguesas é de 35,1%

Um estudo desenvolvido pela Unidade de Uroginecologia do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte revela que a prevalência de perdas de urina em Mulheres portuguesas é de 35,1%. Já a média europeia de prevalência desta patologia está entre os 18% e os 42%.  Estes dados são divulgados no âmbito do Dia Mundial da Incontinência Urinária, que se assinala a 14 de março.

Das 2226 mulheres inquiridas, 781 confirmaram ter perdas de urina. No entanto, apenas 28% tinham diagnóstico de Incontinência Urinária (IU) confirmado e dessas só 21% iniciou algum tipo de tratamento para esta patologia.

O último estudo, realizado em 2008, indicava que a prevalência de incontinência urinária era de 21,4%. Podemos concluir que 12 anos depois a prevalência é muito mais alta do que se pensava e que é necessário consciencializar para a importância do diagnóstico e tratamento da IU”, afirma Catarina Reis Carvalho, autora do estudo e médica no Hospital de Santa Maria.

Dos 21% dos casos que já iniciaram tratamento, 19,5% fazem tratamento farmacológico, 4% realizaram cirurgia e 2% referiram ter utilizado outros métodos, como a fisioterapia. Relativamente aos resultados, 12% afirmam que conseguiram curar a incontinência urinária e 22,4% afirmam ter tido melhorias significativas com o tratamento, segundo revela este estudo Incontinência Urinária na Mulher”.

A IU é uma doença que se caracteriza pela perda involuntária de urina e está muitas vezes associada à síndrome de Bexiga Hiperativa (BH). A BH consiste na contração involuntária dos músculos da bexiga enquanto esta se enche de urina e que pode levar as pessoas a ter de ir à casa de banho mais de oito vezes por dia e duas a três vezes por noite. Esta doença tem um grande impacto na qualidade de vida dos que dela sofrem, levando muitas pessoas a isolar-se e a sentir vergonha. Este estudo revela que o impacto da IU depende do grau de aceitação e adaptação à doença, sendo maior nas mulheres que têm menos de 60 anos. Sendo que 14,6% das inquiridas afirma que a IU interfere com cinco ou mais atividades do seu quotidiano.

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