Cuidadores informais consideram apoio do Estado “insuficiente”

A Associação Nacional de Cuidadores Informais considera “insuficiente” o apoio anunciado pelo Estado

A Associação Nacional de Cuidadores Informais considera “insuficiente” o apoio anunciado pelo Estado na passada terça-feira, dia 10 de março. Em entrevista à TSF, o representante da associação Jorge Gonçalves explica que é preciso que os cuidadores estejam quase em estado de “indigência” para poderem receber o subsídio.

Os valores são insuficientes, dada a circunstância de depois serem confrontados com a condição de recursos do agregado familiar, onde existe o cuidador informal e a pessoa cuidada. Essas circunstâncias levam a que a pessoa, praticamente, nem sequer tenha direito, que neste país seja considerada uma pessoa com condições, quando na realidade não tem. Só as pessoas que estejam quase próximas de uma indigência é que vão ser atingidas totalmente e cabalmente por subsídios deste tipo“, adianta.

Os cuidadores informais em situação de pobreza vão ter direito a um subsídio de apoio do Estado de 248 a 343 euros. O valor do subsídio é calculado de modo a que o cuidador e a pessoa que é cuidada tenham um rendimento conjunto não inferior a um Indexante de Apoios Sociais (IAS): 438,81€.

Entrevistada pela TSF, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social diz esperar que depois da fase de teste não exista qualquer cuidador informal com menos de 438 euros mensais de rendimento.

Os projetos-piloto de apoio aos cuidados informais poderão agora arrancar a partir de dia 1 de abril em 30 concelhos do país.

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