Dor crónica afeta mais as mulheres, mas muitas não têm tratamento

No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, a APED relembra a prevalência da dor crónica nas mulheres

No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) relembra a prevalência da dor crónica nas mulheres, que, apesar dos elevados números, permanecem subdiagnosticadas e sem tratamento adequado às suas necessidades.

Milhões de mulheres em todo o mundo têm dor crónica. Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), a doença afeta mais mulheres do que homens. Muitas continuam sem receber o tratamento adequado, devido a fatores psicossociais e biológicos, bem como a barreiras económicas e políticas ainda existentes em vários países, que influenciam a forma como a dor é encarada.

Os tipos de dor que afetam as mulheres têm um impacto global significativo. Destacam-se a fibromialgia, caracterizada por dor crónica generalizada, em que 80 a 90% dos casos diagnosticados são mulheres. Síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, osteoartrite, lombalgia, desordem da articulação temporomandibular, dor pélvica crónica e enxaquecas são outras das condições que afetam de forma desproporcional o género feminino. Apesar de menos conhecidas, outras situações ligadas a problemas ginecológicos, como é o caso da dor pélvica, da endometriose, vulvodinia ou das dores pós-mastectomia são muito frequentes, mas muitas vezes não diagnosticadas.

A dor crónica é a segunda doença mais prevalente em Portugal, causando morbilidade, absentismo e incapacidade temporária ou permanente, o que gera elevados custos aos sistemas de saúde, com grande impacto na qualidade de vida do doente e das famílias.

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