Mais de 50% dos doentes com DPOC sob tratamento permanecem sintomáticos

“Já perguntou ao seu doente com DPOC o que fez hoje?” é o mote da campanha de sensibilização para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

Já perguntou ao seu doente com DPOC o que fez hoje?” é o mote da campanha de sensibilização para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) promovida conjuntamente pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), a Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, e o Grupo de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da Menarini Portugal.

A campanha pretende alertar para o elevado número de doentes tratados que embora fazendo a medicação não estão controlados, chamar a atenção para o papel determinante dos profissionais de saúde na identificação destes doentes e alertar para a necessidade de uma mudança de abordagem comunicacional ao doente, contribuindo para o aumento da qualidade de vida das pessoas com DPOC.

“Sabemos que mais de 50% dos doentes com DPOC estão medicados e mantêm-se sintomáticos”, sublinha Paula Pinto, médica pneumologista e vice-presidente da SPP. “Muitas vezes é o próprio doente que não faz a medicação, ou não a faz corretamente, saltando tomas ou cometendo erros cruciais na técnica inalatória. Por outro lado, os próprios profissionais de saúde por vezes não sabem valorizar as queixas do doente”, frisa a especialista. José Alves, presidente da Fundação Portuguesa de Pneumologia, explica que “estes doentes não reconhecem os sintomas, primeiro porque os querem negar, e, segundo, porque quando os doentes crónicos têm sintomas persistentes e contínuos ao longo do tempo, habituam-se e deixam de os valorizar”.

O painel de peritos da campanha está a desenvolver um modelo de avaliação da qualidade de vida dos doentes com DPOC, que a curto prazo será apresentado, divulgado e distribuído aos profissionais da área.

Ao mesmo tempo, a campanha procura lançar um alerta global para esta patologia responsável por 20,7% das mortes por doenças respiratórias em Portugal, representando a segunda causa de internamento neste grupo de doenças, segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias 2018. Assim, foi criada uma página de Facebook dirigida a profissionais de saúde, doentes, cuidadores e público em geral, onde são partilhadas informações, esclarecimentos dos peritos envolvidos neste projeto, bem como desafios para uma vida mais ativa e feliz.

A página “Já perguntou ao seu doente o que fez hoje?” pode ser acompanhada na seguinte ligação https://www.facebook.com/oquefezhoje.DPOC

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