Qual a verdadeira função das lágrimas artificiais?

Existem vários tipos de lágrimas artificiais disponíveis comercialmente que podem ter eficácias diferentes.

Existem vários tipos de lágrimas artificiais disponíveis comercialmente que podem ter eficácias diferentes. Na verdade, a eficácia depende sempre das formulações de composição de cada tipo de lágrima artificial.

Sabia que cada ser humano pestaneja em média durante um dia cerca de 14 mil vezes? No caso de um adulto que esteja acordado 16 horas por dia, isto significa que pestaneja 10 a 15 vezes por minuto! Neste contexto, o uso de lágrimas artificiais é ainda mais facilmente entendido. Mas o que são na verdade as lágrimas artificiais e para que servem?

De forma simples, as lágrimas artificiais são colírios lubrificantes usados para limpar os olhos, tratar secura e irritação ocular associadas com a produção deficiente de lágrimas nos casos de olhos secos ou conjuntivite.

Em alternativa, por vezes são utilizadas para humidificar as lentes de contacto. E também podem ser aplicadas em diversas situações como no regime pós-operatório de cirurgias oculares, e como coadjuvantes no tratamento de alergias, inflamações, lesões abrasivas e queimaduras oculares.

Várias aplicações para as lágrimas artificiais

Por exemplo, a Síndrome do Olho Seco é uma condição de longo prazo que é conhecida por causar desconforto ocular e distúrbios visuais, como visão turva. Essa condição afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e o tratamento de primeira linha para o olho seco consiste tipicamente em lágrimas artificiais com ou sem prescrição médica.

Isto porque as lágrimas artificiais destinam-se a substituir ou complementar as lágrimas (fluídos) que naturalmente cobrem a superfície anterior do olho (córnea e conjuntiva). Há um grande número de lágrimas artificiais disponíveis comercialmente, mas não há, atualmente, nenhuma unanimidade se uma formulação funciona melhor do que outra no tratamento de olho seco.

As lágrimas artificiais podem ser eficazes no tratamento de sintomas de olho seco, sendo habitualmente seguras, embora não sem efeitos colaterais.

Por exemplo, durante as férias de verão, um período em que aumenta de forma significativa a ocorrência de doenças oculares, os cuidados com os olhos devem ser ainda maiores. Por isso mesmo é recomendada a utilização de lágrimas artificiais na praia e piscina, sobretudo como forma de prevenção de doenças oculares, garantindo assim uma fase de descanso sem problemas.

As lágrimas artificiais servem não apenas para lubrificar os olhos, mas também para limpar a cavidade ocular. Esta substância tem outra função importante que consiste em filtrar parcialmente a radiação ultravioleta.

Doenças como a conjuntivite, síndrome do olho seco, alergias e transtornos pela exposição excessiva à radiação solar são alguns dos problemas que podem ser minimizados com recurso às lágrimas artificiais.

Porém, não é só no verão que se justifica o uso de lágrimas artificiais. Com a baixa humidade do ar no inverno o uso de lágrimas artificiais serve para aliviar os sintomas desconfortáveis causados pelo clima seco. O uso das lágrimas artificiais é comum também para pessoas que ficam expostas ao ar condicionado, fumos ou poeiras por um período prolongado, independente do clima.

Cuidados no uso de lágrimas artificiais

Existem vários tipos de lágrimas artificiais disponíveis comercialmente que podem ter eficácias diferentes. Na verdade, a eficácia depende sempre das formulações de composição de cada tipo de lágrima artificial.

O uso de lágrimas artificiais deve ser efetuado de forma controlada. Conforme já referi, as substâncias encontradas nos colírios das lágrimas artificiais auxiliam na hidratação do olho. Contudo, existem fórmulas com conservantes, que quando são aplicadas em excesso podem provocar danos às camadas mais externas da córnea e da conjuntiva, além de causar vermelhidão nos olhos, irritação e ardência ocular.

A utilização da lágrima artificial é restrita a pessoas com alergia aos conservantes dos colírios ou aos seus compostos. Em geral, as fórmulas apresentam pH semelhante ao da lágrima natural ou são ligeiramente alcalinas, ajudando a aumentar o conforto durante as aplicações.

O uso correto combate a baixa lubrificação ocular, prevenindo contra inflamações na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite) que são problemas que podem ser agravados pela evaporação da lágrima nos períodos em que o clima ou ambiente são mais secos.

As lágrimas artificiais existem sob a forma de colírio ou gel. Ambos os casos possuem composição diversificada, habitualmente compostas por água, solução salina, emolientes (glicerol), polissacárides, lípides, gelatinas e outras substâncias.

Lágrima artificial ou colírio lubrificante com substâncias conservantes na formulação: devem ser utilizadas de forma limitada, no máximo 4 a 6 vezes ao dia, caso contrário pode causar danos na superfície ocular a longo prazo.

Lágrima Artificial ou colírio lubrificante sem substâncias conservantes na formulação: pode ser utilizado várias vezes ao dia, porém, é mais indicado para casos de doenças crónicas, como a Síndrome do Olho Seco.

O mais indicado é ser sempre avaliado por um oftalmologista para a indicação do produto ou tratamento adjuvante indicado para cada caso.

In www.salgadoborges.com 
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