Palestra fez [re]pensar o luto em Penacova

A Fundação Mário da Cunha Brito, de S. Pedro de Alva, Penacova, desafiou a comunidade local para uma conversa onde se pretendeu [re] pensar a realidade do luto

A Fundação Mário da Cunha Brito, de S. Pedro de Alva, Penacova, desafiou a comunidade local para uma conversa onde se pretendeu [re] pensar a realidade do luto. Tendo como convidado Eduardo Carqueja, psicólogo no Hospital S. João, na área dos cuidados paliativos, a sessão decorreu no salão da Junta de Freguesia local, no dia 3 de novembro.

Eduardo Carqueja sublinhou que falar de luto é falar de vida. O psicólogo referiu na sua intervenção que, num território envelhecido como o português, tem que existir a necessidade de dar qualidade de vida até ao fim a quem vive uma fase adiantada da vida e se começa a confrontar com as perguntas sobre o sentido que a sua vida teve e a memória que vão ou não guardar de si. Um dos desafios passa por possibilitar aos mais velhos uma esperança realista e não ilusória, que possa ajudar a definir pequenos objetivos para o momento seguinte. Para isso, importa não massificar a relação de ajuda, mas conhecer a biografia e a circunstância de cada pessoa. A sessão percorreu ainda questões de comunicação, como por exemplo a omissão desta realidade às crianças, a fé, a cremação, o luto, entre outros.

Em nota enviada às redações, a organização do evento mostra-se insatisfeita pela “reduzidíssima participação da comunidade. Talvez o hábito diminuto de reflexão explique. Ou a delicadeza de um tema que se quer adiar e se silencia. Ou a coincidência de eventos e alguns ruídos de comunicação, que impedem uma divulgação mais ampla e adequada”, sublinhando que irão “persistir, sem desistir, não deixando de propor e convocar, sabendo que o número é só um elemento, será o caminho mais sensato”.

SiosLife - SET 2019

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