Estamos preparados para a saúde mental na 3.ª idade?

A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria alerta que Portugal não está preparado para a doença mental…

A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria alerta que Portugal não está preparado para a doença mental na 3.ª idade, sobretudo nas demências, e considera que esta área devia ser uma prioridade no SNS. Pedro Varandas, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental recorda o “problema demográfico” de Portugal, com uma população envelhecida e que terá uma forte carga de doença mental. E avisa que devemos saber responder às questões: “Como cuidar destas pessoas? Com que dinheiro e com que recursos? Como apoiar as famílias?“.

E também será importante definir como vai ser usado o Serviço Nacional de Saúde e de que forma será feita a articulação com a rede de lares existente, que tem de estar preparada para prestar cuidados de qualidade. Pedro Varandas avisa que é necessário sobretudo um “investimento em recursos humanos. Não é uma área que exige grande peso tecnológico. O que exige é organização e implementação“. O psiquiatra recorda que Portugal tem na área maternoinfantil e no combate à toxicodependência dois grandes “exemplos de sucesso, até mundial“, que deviam servir de impulso para tornar a área da saúde mental uma prioridade.

Pedro Varandas entende que já chegou o tempo de passar da teoria à prática, deixando apenas de dizer que a saúde mental deve ser uma prioridade e passando efetivamente a tornar a área uma prioridade nacional.