Joana idealizou sistema de partilha de cadeiras de rodas para Aveiro

A mãe de Joana sofre de artrite reumatóide e, numa ida dos pais à cidade onde estuda, a jovem de 23 anos…

A mãe de Joana sofre de artrite reumatóide e, numa ida dos pais à cidade onde estuda, a jovem de 23 anos teve consciência do quão limitadas algumas pessoas podem estar até nos percursos aparentemente simples. “Pensei: se eu tivesse aqui uma cadeira de rodas para a poder levar seria tão bom”, acrescenta Joana Coimbra, lembrando o dia em que teve a ideia que viria a transformar-se no seu projeto final de mestrado. “Reinventar a Roda” foi o nome que escolheu para a proposta de criar um sistema de reutilização e partilha de cadeiras de rodas em Aveiro.

Joana Coimbra propõe a construção de uma plataforma que permita pegar em cadeiras de rodas sem uso, recuperá-las e colocá-las em vários espaços centrais da cidade (posto de turismo, estação de comboios e museus, entre outros), para que possam ser usadas por quem precisa. Um pouco como acontece com o sistema de bicicletas partilhadas, mas que consegue ir além do mero empréstimo de cadeiras de rodas. “A plataforma, através da criação de um website, permitirá, também, divulgar transportes, itinerários e serviços acessíveis”, destaca a jovem, vincando ainda o facto de este sistema dar “uso a cadeiras de rodas antigas. Há pessoas que, por vezes, nem sabem o que fazer a uma cadeira de rodas que foi de alguém da família, assim podiam fazer uma doação e ajudar outras pessoas.

No resto do país já surgiram bons exemplos de disponibilização de cadeiras de rodas, como é o caso do Centro Comercial Glicínias, em Aveiro, ou do Palácio da Pena, em Sintra. “Os cidadãos com problemas de mobilidade têm todo o direito de visitar cidades, museus, e uma cadeira de rodas pode fazer toda a diferença”, defende Joana com afinco e com a certeza de que a ideia da plataforma Reinventar a Roda podia (e pode) ser implementada noutras cidades.

O que é preciso para tornar a plataforma idealizada por Joana Coimbra realidade? “Um apoio público ou um ou mais patrocinadores”, revela. O orçamento ainda não está concluído, mas os custos do projeto não deverão ser muito elevados como a criação do website, os arranjos e a reparação das cadeiras de rodas doadas, o transporte para levar as cadeiras de rodas para os locais de entrega e recolha, e comunicação do projeto.