Dieta pode prevenir doenças neurodegenerativas

Cláudia Nunes dos Santos, publicou recentemente um artigo que aborda a possibilidade de alterar a progressão e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas por meio da dieta

Cláudia Nunes dos Santos, investigadora do Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC-NMS|FCM), publicou recentemente um artigo que aborda a possibilidade de alterar a progressão e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas por meio da dieta, uma abordagem atrativa cada vez mais apoiada por dados científicos.

O artigoLow molecular weight metabolites from polyphenols as effectors for attenuating neuroinflammation na revista científica Journal of Agricultural and Food Chemistry da American Chemical Society, foi financiado pelo European Research Council (ERC).

De acordo com o artigo uma dieta rica em legumes e frutas fornece uma quantidade significativa de compostos bioativos chamados polifenóis que podem ter uma função neuroprotetora. Num trabalho realizado anteriormente pela equipa de investigação descobriu-se que um dos metabolitos resultantes da ingestão de polifenóis desempenha um papel relevante no processo de neuroinflamação das células imunes do cérebro (chamadas microglia) – processo biológico comum a todas as doenças neurodegenerativas. No entanto, apesar de existir uma descrição dos metabolitos dos polifenóis, existe pouca informação sobre o efeito destes compostos na neuroinflamação e interessa por isso identificar metabolitos e selecionar aqueles que realmente chegam ao cérebro.

Análises futuras irão elevar o grau de complexidade do sistema e os efeitos dos metabolitos polifenólicos serão investigados num contexto multicelular, e seguidamente o seu papel na neuroinflamação testado em modelos animais.

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