9 em cada 10 idosos sentem solidão durante tratamentos médicos

De acordo com um estudo liderado por investigadores do CINTESIS em parceria com a ARS-Norte, cerca de 91% dos idosos seguidos nos cuidados de saúde primários revelam sentir algum grau de solidão

De acordo com um estudo liderado por investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte), divulgado pela agência Lusa, cerca de 91% dos idosos seguidos nos cuidados de saúde primários revelam sentir algum grau de solidão, sendo que um terço reporta mesmo níveis graves, o que interfere com os cuidados.

Esta investigação teve como principal objetivo avaliar o impacto da solidão em idosos que estão a ser seguidos num centro de saúde e, para tal, foram entrevistadas 150 pessoas, com 65 anos ou mais, de uma zona urbana do Norte de Portugal.

De acordo com os investigadores, “a solidão leva a um aumento do recurso aos serviços de saúde, como comprovámos através da relação desta com o consumo crónico de medicamentos, especialmente entre os idosos com mais de 80 anos de idade”, como tal, são necessárias estratégias para reduzir a solidão entre os idosos, como forma de melhorar os indicadores individuais de saúde e diminuir o risco de sobre-diagnóstico e de poli-medicação. Sugerem assim ações simples como procurar companhia, participar na vida familiar e manter rotinas diárias ativas, que assegurem o contacto com outras pessoas, por forma a reduzir a solidão e melhorar a saúde da população mais idosa.