Redução de sal e açúcar nos alimentos pode salvar 798 vidas num ano

Estudo revela que a redução das quantidades de sal e açúcar nos produtos alimentares pode salvar 798 vidas num ano

Um estudo realizado por especialistas de vários organismos portugueses que contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados da população portuguesa em 2016, revela que a redução das quantidades de sal e açúcar nos produtos alimentares pode salvar 798 vidas num ano.

Em entrevista ao jornal Público a diretora do Programa Nacional para a Alimentação Saudável, Maria João Gregório, explicou que “se o acordo de reformulação alimentar estivesse em vigor, nesse ano seriam poupadas 798 vidas. Será de esperar que a redução se mantenha ano a ano, tendo em conta que todos os anos se consumirão menos açúcar e sal em comparação ao ano antes do processo de reformulação”.

Os resultados do estudo foram publicados no passado dia 1 de julho na revista OMS Bulletin e representam uma pré-avaliação do impacto da reformulação de produtos alimentares na redução da mortalidade e das mortes precoces (aquelas que acontecem antes dos 65 anos) associadas às doenças crónicas como diabetes, doenças cardiovasculares ou hipertensão.

A investigação foi desenvolvida pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), Ministério da Saúde, o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, o Imperial College e o Institute of Global Health Innovation, e teve como base do estudo foram as metas iniciais de redução de sal, açúcar e gorduras trans que a DGS levou à negociação com a indústria alimentar e de distribuição