10 conselhos para cuidadores de pessoas com Alzheimer aproveitarem o verão

Para a maioria das pessoas o verão é sinónimo de férias e descanso, no entanto, para outras que têm um “trabalho” sem dias de férias a realidade não é a mesma

Para a maioria das pessoas o verão é sinónimo de férias e descanso, no entanto, para outras que têm um “trabalho” sem dias de férias a realidade não é a mesma… são eles os cuidadores de pessoas com Doença de Alzheimer (DA).

No entanto, ser cuidador de uma pessoa com DA não significa que esta não possa disfrutar de uns dias de descanso. “Viajar pode envolver mais transtornos do que benefícios, mas com as devidas precauções e de acordo com as particularidades de cada caso, é possível avaliar as possibilidades de desfrutar de alguns dias”, explica Nina Gramunt, neuropsicóloga da Fundación Pasqual Maragall, Espanha, que enumera 10 conselhos para cuidadores de pessoas com Alzheimer aproveitem o verão.

ACONSELHE-SE COM PROFISSIONAIS

Como cada caso tem as suas especificidades, deve consultar um profissional de saúde sobre a possibilidade de realizar uma viagem, experimentar coisas diferentes, e sobre as ferramentas necessárias para lidar com a pessoa com DA.

TENHA PACIÊNCIA

Por forma a procurar o máximo bem-estar de ambas as partes durante as férias devem-se evitar os confrontos. As emoções negativas da pessoa com DA fazem com que esta se sinta intranquila, portanto deve haver um esforço adicional para que o cuidador tenha calma e paciência, seja empático e evite uma carga de emoções negativas.

AS ROTINAS SÃO AS MELHORES ALIADAS

É importante manter a rotina a que a pessoa com DA está acostumada, como por exemplo os horários das refeições e as horas de sono, pois estas contribuem para facilitar o processo de adaptação a uma nova realidade.

EVITAR MUITOS COMPROMISSOS

Apesar de no verão haver uma atividade social mais intensa, não é recomendado ter uma agenda muito preenchida. Agendas preenchidas, trocas de locais e diferentes companhias pode criar confusão na pessoa com DA.

No caso de se decidir que, por exemplo, a pessoa com DA passará a temporada dividida entre familiares, é preferível que esses períodos sejam contínuos em vez de alternados (p.ex. duas semanas na casa de um filho e outras duas semanas na casa do outro).

FACILITAR O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO

As mudanças de localização, casa ou rotinas podem provocar desorientação na pessoa com DA. Assim, recomenda-se que se facilite todo o processo de adaptação através de ações muito simples como manter algumas luzes acesas para evitar acidentes, levar um objeto ou outro elemento que recorde o quotidiano como por exemplo uma fotografia ou uma manta que utilize regularmente.

É igualmente recomendável dotar a pessoa com DA de identificação, seja com uma pulseira que indique nome e telefone, ou mesmo um dispositivo eletrónico com GPS.

O NOVO AMBIENTE TAMBÉM SE DEVE ADAPTAR À PESSOA COM DA

É necessário que todas as pessoas envolvidas no cuidado da pessoa com DA conheçam os seus costumes e as rotinas básicas e os tentem manter.

Tanto no caso de familiares como, por exemplo, pessoal de um hotel ou apartamento onde passe férias, é necessário que todos tenham conhecimento da realidade e que façam os possíveis para se adaptar à situação e tornar a estadia mais acessível.

O CUIDADOR TAMBÉM TEM DIREITO A FÉRIAS

Mudar de ambiente, sair para um café, nadar, fazer algum exercício são alguns momentos necessários para o descanso do cuidador, e não devem ser postos de parte. Assim, é necessário pedir ajuda e mobilizar familiares e amigos para garantir entre todos que o cuidado da pessoa com DA seja coberto e o cuidador possa relaxar.

A COMUNICAÇÃO É FUNDAMENTAL

Uma boa comunicação familiar é de extrema importância para chegar a um acordo que possa libertar um pouco o cuidador principal da pessoa com DA. Da mesma forma o cuidador principal deve comunicar as necessidades da pessoa doente para que dessa forma haja corresponsabilização e seja benéfico para ambas as partes.

AJUDAR A PESSOA COM DA A COMBATER O CALOR

Qualquer pessoa, principalmente crianças e idosos, devem proteger-se das altas temperaturas. As pessoas com DA são particularmente vulneráveis porque podem não interpretar adequadamente os sinais do seu corpo como sensações de frio ou calor.

Para tal é necessário ajudar na escolha de uma roupa fresca e adequada, procurar se a pessoa está bem hidratada (deve beber água regularmente), evitar a exposição direta ao sol, usar um chapéu ou procurar uma temperatura mais fresca recorrendo, se necessário, a espaços interiores.

DISFUTAR DAS FÉRIAS APESAR DAS CIRCUSTÂNCIAS

Apesar de todas as condicionantes desta circustância é necessário desconetar da rotina, descansar, relaxar e dar importância aos seus cuidados pessoais. Estes momentos de descanso trazem benefícios não só para o próprio cuidador como para a pessoa com DA e os seus familiares.

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