Estudo revela que idosos estão mais pobres e sozinhos

São vários os fatores que tornam a faixa etária de mais de 65 anos uma das mais vulneráveis, pobres e sozinhas do país

São vários os fatores que tornam a faixa etária de mais de 65 anos uma das mais vulneráveis, pobres e sozinhas do país. Reformas e pensões sociais baixas, invalidez ou falta de retaguarda familiar são alguns destes fatores. Apesar do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística ter indicado que entre os anos de 2016 e 2017 a taxa de pobreza a nível nacional diminuiu, esta tendência não se regista em cidadãos com mais de 65 anos que vivem sozinhos.

Pessoas com carreiras contributivas mais pequenas e com menores salários, juntamente com quem não teve uma vida ativa regular ou que não tenha sido contabilizada na Segurança Social, ajudam a explicar o aumento da pobreza entre os mais velhos.

Em entrevista ao Jornal de Notícias, Carlos Farinha Rodrigues, doutorado em Economia e investigador em áreas como a distribuição do rendimento, desigualdade e pobreza, política social e avaliação de políticas públicas, afirmou que “é necessário que existam políticas públicas que tentem também reduzir a exclusão social“, realçando que o envelhecimento da população torna mais necessária a criação de condições para uma “velhice digna“.