Pedem inclusão dos cuidadores informais na Lei de Bases da Saúde

Uma carta aberta, assinada por mais de 20 personalidades ligadas ao setor da saúde, alerta…

Uma carta aberta, assinada por mais de 20 personalidades ligadas ao setor da saúde, alerta que será uma oportunidade perdida se a futura Lei de Bases da Saúde não contemplar uma base própria para os cuidadores informais. Um dos signatários é Duarte Soares, Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), que sublinha a ideia de que esquecer o estatuto do cuidador informal afasta Portugal das melhores práticas europeias. O Presidente da APCP defende que “uma lei de bases ambiciosa com o estatuto do cuidador informal só aproximaria Portugal daquilo que são as boas práticas europeias, as boas práticas mundiais dos países onde nos queremos rever em termos de cuidados de saúde”.

Entre os 20 signatários estão, também, o bastonário da Ordem dos Médicos, o Presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, a Presidente da Associação de Médicos Católicos e o Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Todos manifestam disponibilidade para colaborar na definição da futura lei, que deve nascer de um debate alargado sobre o tema. E os signatários apelam ainda para que na definição da nova Lei de Bases da Saúde, não esqueçam o papel que tem sido desempenhado pelas organizações do setor social. Nos 4 pontos desta carta aberta é também referida a necessidade da futura lei de bases incluir uma alteração do modelo de financiamento que seja mais focado nos resultados, mas que também não esqueça a Saúde Pública.